Morreu aos vinte e nove anos, atrás das cortinas de um palco. Foi lá, foi aquele cenário que acabou com sua vida. Iludidamente parecia ser onde tudo ter começado, mas foi só onde surgiram personagens, e morreu a realidade. Por causa das desilusões de sua vida e incapaz de separar textos decorados de sua realidade, tornou-se uma alcoólatra de botequim. Sozinha… Tinha que amar às vezes, odiar outras vezes, tinha que ser a mocinha e tinha que ser a vilã, isso simplesmente a tornou em pólos invertidos, ela se tornou apenas um resultado neutro. Sua primeira interpretação, a tirou o homem da sua vida. Segundo ela que ao interpretar Julieta de William Shakespeare, ela deveria amar Romeu, foi o que fez, deixou de amar o homem que realmente amava para poder amar em algumas horas de interpretação outro homem. Não houve perdão, sobre sua atitude, e isso já havia tornado apenas um vazio. O buraco foi aumentando.
Devido ao seu grande sucesso, foi convidada para interpretar si mesma, contar a história que havia a levado ao sucesso. As últimas folhas da vida dela não tinham sido escritas. Ela afirmou que queria fazer um improviso, no final, sozinha no palco…
Interpretou com muita astucia sua própria morte, um suicídio insano, após beber e usar drogas. Após chorar e gritar a todos que a ouvia a tortura dilacerada que tinha se tornado. Fincou uma faca em suas entranhas, e vomitou sangue por todo o palco. Quando as cortinas se fecharam, vieram astutos amigos, e diretores parabenizá-la pelo final esplendoroso. E uma simples surpresa. Não foi uma interpretação. Tinha cheiro de sangue verdadeiro no ar. E ela simplesmente não agradeceu… Simplesmente dormia, com uma serenidade inóspita para a situação. Tablóides conspiraram o fato de seu ultimo suspiro, ter sido o único momento verdadeiro de sua vida, onde ela provavelmente estava sendo, quem ela realmente era.
(Source: inanimo, via desejo-lhe)





